Luciana Oliveira dos Santos, PhD
Psicóloga

Pacientes adultos tratando de câncer e familiares
Desafios
A necessidade de ajustamento as diferentes fases de tratamento ativo, transição para cuidados menos intensivos e remissão, ou mudanças de prognóstico e cuidados paliativos podem gerar intenso sofrimento psicossocial e existencial. Isto porque orientar-se diante de um diagnóstico de câncer invariavelmente afeta de maneira direta o funcionamento familiar, a participação do paciente/cuidador no ambiente de trabalho e comunidade, a relação do paciente com seu corpo, valores e identidades, e sua forma de se expressar e funcionar no mundo.
Sintomas depressivos e ansiedade, além de luto antecipado e medo da morte, são respostas psicológicas não incomuns ao câncer, muitas vezes resultantes das várias perdas impostas pelo diagnóstico, sejam elas temporárias ou permanentes.
Abordagem
Diante deste contexto, acompanho pacientes e seus familiares em sua trajetória, auxiliando-os a identificar suas necessidades primeiras e recursos internos, a fim de que consigam manter um bom nível de qualidade de vida durante seu processo de ajustamento ao diagnóstico e tratamento.
Alguns pacientes preferem concentrar-se na implementação de técnicas de Mindfulness ou TCC em seu dia a dia para lhes auxiliar no manejo de ansiedade e pensamentos ruminativos persistentes. Outros preferem dedicar-se a reflexões existenciais propostas pela MCP (Meaning-Centered Psychotherapy), resignificando papéis, reestabelecendo aspectos importantes de sua identidade e repensando sua finitude, morte e morrer para um viver mais alinhado com sua realidade e seus valores.